Tumores do intestino delgado

Os tumores benignos e malignos do intestino Delgado são raros. Representam menos de 3% de todos os tumores do Aparelho Digestivo apesar do intestino delgado ter entre 5 a 6 metros. O porquê desta raridade é desconhecida.

TUMORES BENIGNOS

Adenomas Leiomiomas Lipomas Angiomas GIST Hamartomas Estes tumores manifestam-se duma maneira inespecífica causando dor, obstrução... Os adenomas são os mais frequentes, geralmente assintomáticos e, muito raramente, se transforman em adenocarcinomas. Os adenomas podem ser múltiplos no duodeno de doentes com Polipose Adenomatosa Familiar (PAF). Sobre os GIST (GastroIntestinal Stromal Tumor) escrevemos no capítulo tumores do estômago onde aparecem 70% destes raros tumores. Os hamartomas não têm potencial maligno e aparecem no Síndrome de Peutz-Jeghers.

TUMORES MALIGNOS

Adenocarcinoma Linfomas Carcinóide Os adenocarcinomas são raros. Tal como os adenocarcinomas do cólon desenvolvem-se a partir dum adenoma. O linfoma primário do intestino delgado representa 25%. 75% encontram-se no estômago. A maior parte são tumores de tipo B mas podem ser de tipo T quando associados à doença celíaca. O tumor carcinóide deriva de células endócrinas que existem no tubo digestivo (e também respiratório) e podem metastizar para o fígado se o tumor tem mais de 2 cm. Se as células do tumor segregam hormonas elas são destruídas no fígado mas se as hormonas são segregadas pelas metástases do fígado causam um conjunto de sintomas que dão origem ao Síndrome Carcinóide: rubor, diarreia, insuficiência cardíaca. A medição na urina duma das hormonas produzidas permite o diagnóstico. CARCINOIDE DO APENDICE: em cada 300 apendicectomias por apendicite encontra-se um tumor carcinoide, felizmente em mais de 90% dos casos o tumor tem menos de 2 cm e a cirurgia é curativa.

INTESTINO DELGADO